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Meu estomago está cheio, mas meu coração, vazio...

 

Você já se deparou com um sentimento negativo de vazio dentro de você? Um vazio estranho, que não é por falta de comida, é uma fome de algo que na verdade muitas vezes nem sabemos bem o que é... Vai na geladeira, na despensa, procura algo para comer, nada te apetece... ou o que você deseja mesmo naquele momento é um doce bem gostoso, um lanche, uma pizza, qualquer coisa bem “engordativa” e pesada que preencha esse buraco existencial dentro de você?

O pior é que muitas vezes comemos esse tal alimento e mesmo assim aquele buraco de insatisfação com a vida ou com algo continua dentro de nós... e ainda por cima ganhamos outros sentimentos: culpa, sensação de fracasso e ressaca moral!!! Gera-se um ciclo vicioso, onde existe uma busca incessante de se satisfazer, não consegue, se sente frustrada e, para diminuir esse sentimento, come mais um pouco... uma bola de neve que ocorre quando se busca resolver por meio externos o que deve ser resolvido dentro de si!

Em outras palavras, estamos falando da fome física e fome emocional. A física é uma necessidade orgânica e fisiológica, a comida é a energia que precisamos para manter nosso corpo vivo e funcionando. A fome emocional nos gera um vazio que muitas vezes confundimos com fome. Normalmente ela aparece repentinamente, junto com a sensação de urgência, de necessidade de comer alguma coisa naquele exato momento. E você sente vontade de comer alimentos mais calóricos, ricos em gordura e açúcar, pois o desequilíbrio emocional gera uma queda no nível de serotonina no organismo. Esse neurotransmissor, responsável pela sensação de bem-estar, é produzido pelo corpo quando açúcares são ingeridos. Ou seja, as pessoas comem para tentar preencher o vazio emocional e a sensação de bem-estar que está faltando. 

A ausência da sensação de bem-estar ocorre porque outros sentimentos tomam força dentro de nós, como por exemplo, ansiedade, tristeza, solidão, frustração, raiva, carência, mágoa... enfim, uma série deles que não suportamos e queremos nos recompensar e “calar” com a comida... esforço improdutivo pois a sensação de inquietude profunda continua oprimindo nosso coração!

A pergunta que temos que nos fazer neste momento é: “O que estou sentindo? Por que estou assim? Estou realmente com fome? O que estou buscando na comida? O que está faltando? O que vou ganhar/ perder com isso?

A sensação de vazio não vai acabar se você não entender e trabalhar aquilo que realmente provoca esse sentimento! Esta é a única forma também de ir direto na raiz do problema e buscar a solução, que com certeza não está no alimento. 

O grupo musical Titãs é muito feliz na letra da sua música “Comida”, quando questionam: “Você tem fome de que”? E fazem um alerta sobre o fato de que nossas necessidades emocionais também precisam ser saciadas. Veja este pequeno trecho:

“A gente não quer só comer

A gente quer prazer

Pra aliviar a dor…”

 

A comida não pode ocupar espaço demais nos seus pensamentos e no seu estômago. Você tem que buscar outro prazer que cause a mesma sensação de preencher sua real necessidade e que não prejudique seu emagrecimento. Alimente seu corpo com comida e sua alma com aquilo que ela realmente precisa!

Não busque apenas a satisfação imediata, pense nas suas metas e ganhos que terá realizando-as que com certeza te trará uma satisfação maior e mais duradoura sem prejuízos maiores ou culpa.

Para finalizar, deixo uma pergunta que faço constantemente para mim mesma e que me ajuda sempre em momentos difíceis a manter meu foco, disciplina e persistência:

“O que estou fazendo agora me leva na direção do que quero para minha vida?”

Reflita sempre sobre isso e não tenho dúvidas que fará escolhas melhores. Plagiando mais uma vez os Titãs: “Desejo, necessidade, vontade…”

 

Deixo aqui também algumas dicas básicas para você se livrar dessa armadilha:

  1. Coma a cada 3 horas, assim não terá fome exagerada.

  2. Tenha sempre a mão alimentos pouco calóricos: maçã picada, pepino, cenoura... E coma devagar! Isso reduzirá a ansiedade pela mastigação.

  3. Faça uma atividade física para canalizar o estresse: caminhada, musculação, ioga, dançar, etc.

  4. Alimente também seu espírito, faça algo que lhe dê prazer, tire um tempo para olhar para dentro de si, para meditar, ou até mesmo contemplar a natureza.

  5. Seja persistente, estes episódios não duram muito tempo, em média 10 minutos. Controle-se que vai passar!

     

     

Angélica Sadir

Psicóloga e Couch de Emagrecimento e Bem-Estar

http://www.angelicasadir.com.br

 

 

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