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Aprenda a se amar!

 

Multidões lamentam o fato de não gostarem daquilo que contemplam diante do espelho. São míopes para enxergarem alguma coisa boa dentro ou fora de seus corpos. Queixam-se de serem sem aparência, inadequadas e indesejadas. Pensam que o mundo as rejeita e não conseguem perceber qualquer atributo de valor digno de algum autoelogio. Toda essa crença sobre si mesmos acaba conduzindo-as à baixa autoestima, à angústia, à tristeza excessiva, à ansiedade e, em muitos casos, à antecipação da morte. Mas, se todas as pessoas insatisfeitas consigo mesmas fossem selecionadas e separadas de alguma forma em algum lugar, se veriam muitas musas, muitos galãs e, certamente, um número infindável de corpos e rostos belos e bem afeiçoados. Então, onde estaria o problema de auto rejeição? Talvez, apenas na ideia hipotética e virtual de cada um de que algo não está tão bem quanto deveria. 

 

Por que muitos belos não conseguem se achar bonitos? 

 

Para responder a esta pergunta, talvez seja necessário estender os questionamentos para outras áreas: por que muitos competentes não se acham capazes?; por que muitos fortes se sentem fracos?; muitos intelectuais duvidam do que fazem?; e por que muitos ricos vivem como se mendigassem? Estas não são questões fáceis de serem respondidas, mesmo porque cada área de conhecimento poderia ter a sua própria explicação. No entanto, me deterei nos aspectos psicológicos para tentar esclarecer estes fatos.

 

Muitos tendem a superestimar o defeito. E, muitas vezes, ele nem existe. Trata-se apenas de uma imagem distorcida da própria realidade. É o caso de muitas pessoas que se percebem gordas e entram em um regime rigoroso, chegando a adoecer pela falta de nutrientes no organismo. Também podemos citar aqueles que são inconformados com a aparência, e se recusam a interagir socialmente, por acreditarem que são feios e que serão rejeitados.

Muitas vezes, a aparência expressa o fracasso. E pode ir além daquilo que os olhos enxergam. Enquanto os de fora veem rostos belos e corpos definidos, a própria pessoa sente a falta de ter sido mais agradável, mais persistente, mais bem sucedida em alguma área ou mais produtiva. Muitos que fracassaram como filhos, como pais, como irmãos, como amigos e como cidadãos podem ter a representação deste caos estampada na aparência física. Ninguém vê, mas eles sentem o amargor de uma vida mal administrada, e passam a se rejeitar. Afinal, o belo é muito mais o que se sente do que o que se vê. 


A competência pode ser apenas um disfarce. Mas, por dentro, o que existe é um mundo desarrumado, com emoções desagradáveis acerca de si mesmo. E, para muitos, quanto mais se preparam para desempenhar alguma tarefa, mais acreditam que não é possível agradar ou serem reconhecidos. Na verdade, eles próprios não se agradam nem reconhecem os méritos que possuem, pois seus pais nunca fizeram isto, os irmãos os desvalorizaram e eles acabaram crescendo como se fossem indignos de serem valorizados. Então, os aplausos  são recebidos com desconfiança e as boas notas como produto da sorte. O que de fato precisam não é virtude ou conhecimento acadêmico, mas cura de uma miopia mental que os tornam cegos para os próprios feitos.

Pessoas assim acreditam que se não fizerem o máximo, ficarão no esquecimento ou serão preteridas. Então mergulham nos estudos excessivos, se punindo a cada resquício de deslize que cometem. Se transformam em máquinas de perfeição, sem respeitar os limites humanos. São "conhecedores" que sofrem pelo saber que possuem, sem se permitirem descansar sobre a liberdade de cometer falhas. Buscam na perfeição de suas atividades um reconhecimento que nunca tiveram e que, agora, já não podem admitir que tenham.

Dentro de um corpo de gigante pode habitar um bebê. E, por ser tão frágil, tenta se esconder na grandeza física, apenas com objetivo inconsciente de afastar possíveis "predadores". Há tantos homens e mulheres fortes, atléticos e sadios que se comportam como se não fossem capazes de administrar a própria vida! Buscam companhia como quem procura água para sanar a sede de muitos dias. Dependem dos outros como se não tivessem forças, nem braços, nem pernas e nem fossem capazes de tomar as próprias decisões. São corpos sadios com mentes adoecidas. São pessoas que não conseguem se amar porque não sabem ver as virtudes que têm.


Como fazer para se amar?


Primeiro é preciso se descobrir. Buscar dentro de si o que imagina encontrar apenas nos outros. Observar que as demais pessoas também cometem erros. Ter um olhar de aceitação dos próprios limites, sem contudo acreditar que eles sejam definitivos. É preciso coragem para dedicar a si, o mesmo afeto e respeito que possa dedicar a algum amigo. Necessita dispensar a necessidade de ser elogiado por todos e a busca de ser aplaudido pela maioria, e até por alguma minoria.


Quem quiser se amar deve dedicar-se a se conhecer.; a ver as próprias virtudes tão bem quanto consegue enxergar as falhas; a perdoar os erros e a entender que a vida poderá ser mais produtiva, se o foco negativo for ofuscado pela intrepidez e audácia. Precisa fortalecer a mente com tanta dedicação quanto buscar ter um corpo sadio, e se dedicar ao próprio bem-estar com tanta veemência quanto valoriza o bem do outro. 


Três passos para se amar



1. Conheça-se


Não se limite em conhecer apenas o que tem de falho. Não fique a vida inteira contemplando seus aspectos negativos. Mergulhe dentro de si e se descubra. Permita-se encontrar seus valores ocultos, seus sonhos possíveis, suas ideias silenciadas. Antes de viajar para longe, antes de conhecer lugares famosos, antes de saber sobre muitos saberes, aprenda sobre você mesmo. Descubra o que lhe faz bem. Deleite-se em fazer um auto diálogo. Há tanta coisa boa dentro de você, que lhe deixará fascinado por si próprio.



2. Aceite-se


Não como uma forma inútil de não lutar pelos objetivos que possui, mas como uma maravilhosa reação de alguém que pode concordar com aquilo que ele mesmo quer para si. Se houver alguma limitação, algo que fuja de sua capacidade de mudar, tente abraçá-la em um gesto carinhoso consigo mesmo, como uma mãe que afaga suavemente a tenra criança em seus braços. Não Precisamos saber de tudo, nem resolver todas as coisas, nem ser queridos por todos. Precisamos apenas, na maioria das vezes, de nos aceitar da forma como somos e da maneira como existimos. Não em uma atitude covarde de quem não quer mudar, pois a mudança é o brilho da vida. Mas sim como alguém que está inteiramente dedicado a fazer as pazes consigo mesmo.

3. Renove-se


Não se conforme em ser da mesma forma, nem em fazer as mesmas coisas. Busque sempre algo novo para fazer. A vida será sempre mais prazerosa se o marasmo for vencido pela novidade e se os limites forem superados. Experimente conhecer novas pessoas, desenvolver novos comportamentos, falar outros assuntos, ouvir outras músicas, sentir outros aromas, degustar comidas diferentes etc. Nunca se canse de inovar a própria vida. Dizem que até as pedras se mudam. Não seja diferente delas!

E, se houver qualquer outra coisa que possa ser feita, se existir qualquer outro passo a ser dado e se houver qualquer outra forma de aumentar o amor por si mesmo, enverede-se neste caminho com afinco, no afã de ser feliz.

 

 

Psicólogo Joacil Luis

CRP 13/6160

Contato: (83) 98745 4396    99962 5283 (whatsapp)

Youtube/Joacilluis    Instagram: @joacilluis

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